Coleção Scorpions – Capítulo 1

Era final de 2014, eu estava zapeando na internet à noite, como de costume, e resolvi dar uma verificada na página oficial dos Scorpions, acabei indo na seção de discografia e fiquei um tempo observando todos os discos já lançados pela banda, então pensei comigo: “Seria legal se eu conseguisse completar toda a discografia dos Scorpions em discos…”.

Pronto, estava plantada a ideia que eu não conseguiria mais tirar da cabeça. Me empenhei desde então nessa jornada, que aparentemente não seria tão complicada, mas haviam 2 empecilhos grandes: primeiramente não seria possível completar toda a coleção em discos de vinil pois a maioria dos álbuns lançados nos anos 90 saíram somente em CD, mas isso não é lá grande problema, é mais o T.O.C. que não me deixa em paz; o segundo empecilho são os primeiros discos. Estes primeiros discos são razoavelmente raros e dentre os 5 primeiros há 3 discos que tiveram a capa banida, posteriormente eles foram todos relançados com novas capas e um deles em específico chegou a ser banido em alguns países. Porém, uma coleção de discos do Scorpions que se preze tem que ter os álbuns com as capas originais, mesmo que seja preciso vender um rim para conseguir isso.

Atualmente eu já consegui os quatro primeiros discos, todos originais e inclusive os que tiveram a capa banida, eu consegui com suas respectivas capas originais. Mas nesta série irei contar a história de um disco de cada vez, citando também a história da banda na época do disco e algumas curiosidades também.

Os Scorpions em 1970

Para o primeiro disco já vou começar a contar a história da banda desde o início, que começa em meados dos anos 60 em Hanôver na Alemanha. Nesta época, os irmãos Schenker (Rudolf e Michael) e Klaus Meine, como muitos dos jovens da Alemanha do pós-guerra, foram amplamente influenciados pela música e o estilo de vida que foi importado para suas terras natais pelos americanos durante a época da Segunda Guerra Mundial. Desde muito jovens todos eles tiveram um desejo muito forte de pegar uma guitarra e virar o centro das atenções no mundo da música. No começo dos anos 60 os Beatles iniciaram uma verdadeira revolução e já por volta da metade dos anos 60 Klaus Meine e Rudolf Schenker já estavam tocando, cada um com sua banda. Em 1965 Rudolf Schenker inicia a banda Scorpions em Hanôver e no começo do ano de 1970 o irmão mais novo de Rudolf, Michael Schenker, se junta à banda e apesar de ainda muito jovem ele já se destacava como um grande guitarrista. Juntamente com Michael quem também se junta à banda é Klaus Meine. Rudolf Schenker e Klaus Meine firmaram uma parceria formando a dupla de compositores Schenker/Meine, formando então a fundação para a espetacular história de sucesso que ainda estava por vir.

No alto: Michael Schenker, Lothar Heimberg, Klaus Meine, Rudolf Schenker. Em baixo: Joe Wyman

Em 1972, depois de enviarem uma fita-demo a um conhecido produtor alemão, Conny Plank, a banda consegue lançar o seu primeiro LP. Lonesome Crow foi o título do primeiro trabalho do Scorpions então formado por Klaus Meine nos vocais, os irmãos Michael e Rudolf Schenker nas guitarras, Lothar Heimberg no baixo e Wolfgang Dziony na bateria. Esse disco mostra a banda fazendo um hard rock complexo, virtuoso, baseado na potência vocal de Klaus Meine e nos belos solos do virtuoso Michael Schenker. A banda consegue mostrar uma boa imagem com o Lonesome Crow e logo são contratos pela famosa gravadora RCA.

Durante a gravação do disco os membros da banda decidiram escrever as músicas em inglês pois sabiam que cantar em sua língua nativa iria acarretar várias limitações no principal objetivo da banda que era tentar alcançar sucesso internacional. O próprio nome da banda foi criado pensando nisso, em uma entrevista Rudolf Schenker disse que o nome Scorpions foi escolhido pois é uma palavra que tem quase a mesma pronúncia em vários idiomas diferentes. Já no lançamento do disco a banda também gravou um clipe para divulgar a música “I’m Goin’ Mad”, onde a banda aparece tocando em cima de um monte e vemos os jovens Rudolf Schenker já com sua característica guitarra Flying V, Micheal Schenker com uma Les Paul tradicional e Klaus Meine com uma senhora barba.

O álbum é composto por 7 músicas: a rítmica “I’m Goin’ Mad”, citada anteriormente, que possui um solo incrível de Michael Schenker (ele tinha apenas 17 anos de idade na época); em seguida “It All Depends” que segue uma vibe meio Black Sabbath; a terceira faixa, “Leave Me”, que é uma espécie de um blues mais obscuro; “In Search Of The Peace Of Mind”, que fecha o primeiro lado do disco foi a primeira composição de Michael Schenker; a primeira faixa do segundo lado do disco, “Inheritance” demostra a sólida habilidade da banda juntamente com Conny Plank; em seguida, “Action”, é uma jam da banda, novamente com um solo impressionante de Michael; por fim “Lonesome Crow”, a épica faixa título do disco com seus 13 minutos e meio de duração, um mix de batidas mais obscuras, passagens de power chords, algumas pegadas de jazz (“jazzy rhythms”, posso ter traduzido isso errado) e por cima de tudo toneladas de Michael Schenker.

É engraçado que mesmo sendo fã da banda a um bom tempo, até escrever esta matéria eu ainda não fazia real noção da importância que Michael Schenker teve para os Scorpions. Ele ficou pouco tempo na banda, desde que entrou, Michael Schenker deixou claro que se surgisse uma oportunidade em Londres ele deixaria a banda, pois era lá que a cena musical estava forte na época. E assim ele o fez, quando no começo de 1973 a banda UFO o convidou, o que não foi de um todo ruim, pois a minha segunda banda favorita é UFO e os discos da era Michael Schenker só não perdem para os dois primeiros da banda UFO.

Na primeira metade dos anos 70 os Scorpions tocaram pela primeira vez na Bélgica, França e no lendário Marquee Club em Londres onde eles fizeram uma turnê de ônibus por todo o Reino Unido. Nessa época a banda chegou a sofrer um acidente, Klaus Meine lembrou em uma entrevista: “Nós tínhamos um baterista americano na época, Joe Wyman, e ele estava dirigindo esta van Opel Blitz. Uma noite nós voltávamos de um show e os freios não funcionaram. O veículo capotou e ficou totalmente destruído. Nós tivemos muita sorte de sobreviver, ainda mais com todo o equipamento dentro do veículo”.

Este é o disco que abriu todas as portas para banda. A cópia que eu possuo é uma versão da Coreia do Sul que foi relançada em 1989 e traz na capa um ícone indicando que Michael Schenker fazia parte dele, o que demonstra o tamanho do sucesso que ele já havia feito até então.

As primeira edições de 1972 são muito raras de se encontrar, principalmente a edição com capa dupla. A que consegui encontrar por um preço bom foi esta edição Coreana, que vem com um encarte dentro da capa e é um disco de muito boa qualidade por sinal.

Este é apenas o começo desta saga de 26 capítulos (se nenhum disco novo sair até o final), em breve irei postar o próximo capítulo contado mais detalhes sobre o disco Fly To The Rainbow. Aproveite para ler também os demais posts do blog e deixe seu comentário, toda crítica, sugestão ou elogio será muito bem vindo.

How about practicing some english?

On last few months I’ve discovered the Gavin’s YouTube channel SmallAdvantages and since then I have improved my english in a way that I never did before. Now I can talk better, and most important, I can listen better than two or three months ago. And it’s not only this, now I’m really excited and motivated on improving my english and, some day, I WILL (not want) travel to another country, is just a matter of when, but this is an experience that I really want to have. I don’t know yet wich country will be, for now my first option is Norway, just because I’m astonished with all the landscapes that I see on Google Street View – back on 2011 when I work with tracking vehicles and expend my free time on work traveling the world through Google Earth.

Now I’m trying to use any oportunity I have to practice my english, today, for example, I’m writing a post in english using only an ortographic corrector to help me (and google translator to translate one word or other that I don’t know how to spell in english).

So, the first subject that I have in mind to write about is the last Metallica’s album, Hardwired…to Self Destruct. Since I known Metallica I have reading that they current album is not so good, just to not mention the St. Anger’s album. Despite the fact that I really like the album Death Magnetic, I have to agree to those reviews about their 1990’s or 2000’s albuns.

In this year Metallica has reborn from the ashes with this new album, but I’m most admired with the new posture from the band. The new album was released completely on their web site, with one clip for each song from the album. Just a little bit different from the not too far war against Napster. Wich I can see too, is that the band seems more relaxed.

The album by it self its absolutely amazing. They have concentrated in this album all the good aspects that we all like from the older Metallica’s albuns. Is more raw, with less polishing, basically the kind of sound that I most like.

So if you haven’t listen to this album yet, don’t waste time and go hurry to the Mettalica’s web site and see all the clips from the new album, Hardwired…to Self Destruct.

Um novo começo, novidades e projetos…

Mais um final de ano chegando e me pego refletindo sobre tudo o que ocorreu no decorrer dele e a palavra que resume tudo é: trabalho. Este ano em particular foi intenso, logo no começo uma reviravolta sem precedentes na empresa em que trabalho que resultou numa pressão inacreditável para segurar as pontas e manter a empresa nos trilhos. No fim, junto com meus companheiros de trabalho, conseguimos manter a empresa nos trilhos, e não só isso, agora estamos ainda mais fortes do que antes.

Porém isso custou caro para meus projetos pessoais, praticamente todos tiveram que ficar de lado pois 100% do meu foco estava voltado para o trabalho. Alguns projetos eu acabei abandonando de vez, outros estão na geladeira por tempo indefinido. Mas um projeto em particular eu sempre acabo trazendo de volta a tona, pois por mais difícil que seja o momento pelo qual eu esteja passando, é na música que sempre encontro uma válvula de escape, seja para relaxar ou para extravasar o stress.

Foi neste mesmo contexto, a alguns anos atrás, que o blog Rock ‘n’ Web surgiu. Este foi o meu primeiro projeto, criei o site em março de 2010 e de lá para cá já foram seis anos e meio de vários recomeços. O blog já teve várias caras diferentes, vários focos diferentes, só que no final eu sempre levava tudo muito a sério e quando tinha que priorizar outro projeto por causa do trabalho ou qualquer outro motivo,  acabava me frustrando e colocava o site na geladeira.

Desta vez resolvi mudar um pouco o foco e tratar o blog de forma mais descompromissada, tanto que apesar do nome o não irei falar somente sobre música no blog. O intuito é não me atrelar à um compromisso de escrever determinada quantidade de posts por dia ou semana no blog, irei postar aqui quando tiver tempo e vontade, sempre sobre o assunto que for relevante no momento em questão. Outra meta é atrelar o blog aos meus demais projetos e hobbies, assim eu vou fazendo aquilo que estiver mais afim no momento e ainda vou gerando conteúdo para o blog.

De antemão já tenho três projetos que comecei em 2016 e que vou levar a fundo em 2017. Aqui dentro do blog eu vou ter uma série para cada um dos destes projetos além do conteúdo tradicional sobre música.

O primeiro projeto em questão é uma brincadeira que eu botei na cabeça e levei a sério no final das contas. A capa deste post já é uma dica, como podem observar a minha banda preferida é dispara os Scorpions, conheci a banda na época do disco Acoustica, mais especificamente com o disco Lovy Metal 1 da Som Livre, nele conheci a Still Loving You, um tempo depois saiu o Lovy Metal 2 e nele veio a Wind Of Change, foi então que resolvi descobrir quem era esse tal de “Scorpions”. A partir daí cada vez que ia descobrindo uma música nova dos Scorpions eu ia ficando mais e mais fascinado e apaixonado pela banda. Eis então que na virada de 2015 para 2016 resolvi que iria montar toda a discografia de álbuns de estúdio dos Scorpions em mídias físicas, sendo o máximo possível em LPs. Até o momento eu já tenho 5 LPs e alguns CDs e irei escrever aqui no blog a medida em que for completando a coleção, já nos próximos dias devo escrever algumas curiosidades sobre os quatro primeiros discos dos Scorpions. Vai ser até uma forma divertida de contar a história da banda e algumas curiosidades também.

O segundo projeto tem a ver com o hobbie que tenho me focado mais ultimamente: Charcutaria e Cerveja. Eu aprendi a fazer cerveja a  alguns anos atrás e recentemente adentrei o mundo da charcutaria, meu próximo passo é aprender a fazer queijos e irei contar este processo aqui no blog, além de escrever também sobre cervejas e charcutaria. Este provavelmente vai ser um assunto menos recorrente no blog, pois não tem como falar de Cerveja e Charcutaria sem ter que entrar em assuntos técnicos e delicados, principalmente na Charcutaria. Eu não quero – e acho errado – propagar desinformação. Por este motivo sempre que for escrever sobre estes assuntos no blog, irei pesquisar e conseguir o máximo possível de embasamento e fontes confiáveis sobre os assuntos que irei tratar antes de postar no blog.

Por fim, mas não menos importante, o terceiro projeto é algo bem mais recente e que eu ainda estou estudando como fazê-lo. Uns dois meses atrás voltei a jogar World of Warcraft e nesse meio tempo comecei a me interessar por Roleplay, isso acabou se encaixando com uma vontade muito antiga minha que é a de escrever um livro, porém a dificuldade que eu vou enfrentar é a de criar todo um conteúdo novo baseado na história e jogabilidade de World of Warcraft. Não posso simplesmente sair copiando nomes e histórias do jogo, principalmente por conta de direitos autorais e este provavelmente é um projeto que irá demorar um pouco para desengrenar.

Em fim, o que era para ser uma breve introdução já virou um texto enorme e não quero me prolongar demais. Este pode ter sido um ano difícil mas foi muito recompensador no final, agora estou animado novamente com meus projetos e empolgado com o que está por vir nos próximos anos. Tenho ainda outros projetos em mente para o blog e para minha vida e aqui poderei compartilhar esta experiência a quem quer que possa se interessar.